Hipertensão – Parte 4 Como Prevenir e Reverter Naturalmente Hipertensão (Problemas Crônicos de Saúde)

July 13, 2019

 

Você sabe quais são os fatores de risco associados a pressão alta?

 

Estarmos informados sobre estes fatores de risco é uma maneira de nos encorajar a fazer mudanças necessárias na nossa dieta e estilo de vida, afim de nos prevenir deste (e de outros) problemas de saúde com tantas consequências serias.

 

Assim, neste artigo, quarto de uma série (Parte 1, Parte 2, Parte 3), falarei sobre:

 

. Fatores de risco para hipertensão arterial

 

Existem evidências científicas de que vários fatores podem aumentar o risco de desenvolver pressão alta, incluindo:

 

. Envelhecimento - até mesmo crianças podem desenvolver hipertensão agora, a prevalência de casos de hipertensão é muito maior entre crianças com sobrepeso ou obesidade. (1

 

Além disso, a hipertensão arterial é uma condição que aumenta a incidência dramaticamente com o envelhecimento. E o aumento do risco de problemas cardíacos conforme envelhecemos está relacionado a mecanismos “comuns ao envelhecimento” que incluem inflamação, estresse oxidativo e disfunção endotelial. ( 2, 3, 4)

 

. Sexo - até os 64 anos, a hipertensão é mais comum em homens - depois dos 65 anos, as mulheres são mais propensas a desenvolver pressão alta, especialmente se estiverem acima do peso ou obesas. (5)

 

. Etnia- a hipertensão é particularmente comum entre pessoas com herança africana. (6, 7)

 

. Genética - história familiar porque hipertensão tende a repetir em membros da família. (8)

 

. Doença renal crônica - pressão alta pode ocorrer como resultado de doença renal e ter hipertensão aumenta o risco de mais danos nos rins (ciclo vicioso). (9)

 

. Resistência à insulina e níveis elevados de açúcar no sangue - o consumo excessivo de carboidratos a partir de grãos refinados e açúcares pode elevar os níveis de açúcar e triglicerídeos no sangue, condições comuns em pessoas com hipertensão. (10)

 

. Diabetes – Em torno de 75 por cento dos adultos com diabetes desenvolvem também pressão arterial alta. Hipertensão e diabetes são doenças interligadas e que compartilham uma sobreposição significativa nos fatores de risco. Além disso, indivíduos com hipertensão frequentemente apresentam evidências de resistência à insulina. (11, 12)

 

. Inatividade física ou estilo de vida sedentário - pesquisas sobre atividade física indicam que o nível de atividade física sugerido pelas diretrizes atuais de saúde não é suficiente para reduzir nossos riscos de problemas cardiovasculares. (13, 14)

 

Nosso corpo foi projetado para se mover e não para passar longos períodos sentados atrás de uma mesa de escritório, ou em um sofá vendo televisão. Nos manter ativos e em movimento é crucial a uma vida saudável.

 

E o exercício físico está no topo da lista de fatores com capacidade de transformar nossa saúde através de benefícios significativos em nossa fisiologia, como a redução da pressão arterial, melhora dos níveis de glicose em jejum, melhora do sono, diminuição do estresse e muito mais.

 

. Excesso de peso ou obesidade - Estima-se que 60-70% da hipertensão em adultos esteja atribuída ao aumento da gordura corporal. Principalmente o aumento da gordura localizada na região central do corpo, que também está associado à resistência à insulina e à dislipidemia (então, vamos perder a barriguinha?). (15)

 

. Apneia do sono – A apneia do sono, marcada pela interrupção e abrupto retorno da respiração durante o sono, roncos altos e engasgos que se repetem durante a noite, diminuindo assim o recebimento de oxigênio no sangue. (16, 17)

 

Consequentemente, não recebendo oxigénio suficiente pode danificar o revestimento das paredes dos vasos sanguíneos, causando disfunção endotelial. 

 

A apneia do sono também torna hiperativo o sistema nervoso, que como consequência, produz substâncias que com o tempo, aumentam o risco de elevação na pressão arterial, entre outros mecanismos.

 

. Fumar - Fumar cigarros e tabaco, mesmo no caso de fumantes passivos pode elevar o risco de doenças cardíacas e pressão arterial através de disfunção endotelial, rigidez arterial, inflamação, modificação lipídica, etc. (18, 19)

 

. Hiperlipidemia, dislipidemia - níveis elevados de qualquer um ou de todos os lipídios ou lipoproteínas no sangue. Uma possível explicação para a relação entre a hipertensão e a dislipidemia e que estes problemas de saúde compartilham processos fisiológicos comuns e qualquer alteração dos lipídios pode prejudicar a regulação da pressão arterial. (20)

 

Estresse crônico - O estresse desencadeia a produção de uma onda de hormônios do estresse no sangue, que produzem alterações fisiológicas bem orquestradas em todo o corpo. (21, 22, 23)

 

Por sua vez, esta produção de hormônios de maneira continua e sem pausa, pode sobrecarregar praticamente todos os sistemas do corpo, aumentando desta maneira nosso risco para muitas condições crônicas de saúde, incluindo a hipertensão.

 

. Consumo de álcool – O consumo diário e excessivo de bebidas alcoólicas causa constrição dos vasos sanguíneos e um aumento simultâneo do fluxo sanguíneo e da frequência cardíaca, independentemente da etnia, sexo e idade da pessoa. (24, 25)

 

Por exemplo, mesmo quem tem pressão arterial normal, se tomar três ou mais drinques seguidos vai causar aumento temporário da pressão sanguínea. E o consumo excessivo e frequente de bebidas alcoólicas está relacionado a hipertensão.

 

. Dieta não saudável – dietas que incluem alimentos processados ​​e refinados, ou seja, fontes não somente de sódio, mas também de carboidratos altamente refinados, de açúcar, além de conservantes e químicos usados na fabricação destes “chamados alimentos”. (26)

 

E evidências associam o consumo de açúcar num geral e da frutose em particular, como exercendo um papel importante no desenvolvimento da hipertensão e do aumento do risco cardiovascular em geral. (27, 28)

 

. Dieta rica em sal refinado - o sódio e um importante nutriente para o corpo, que contribui com o perfeito funcionamento de nervos e músculos. (29)

 

Além disto, o sódio está envolvido na regulação de líquidos no nosso corpo e grandes quantidades de sal na dieta de indivíduos sensíveis  pode gerar um grande desafio para os rins de excretarem este excesso, podendo assim alterar a função renal, fluido hormonal, o sistema vascular, coração e/ou alterações no sistema simpático central, predispondo ao aumento da pressão arterial. (30, 31)

 

. Dieta com baixos níveis de potássio – A baixa ingestão de potássio na dieta esta associada ao aumento da pressão arterial, ao aumento do risco de acidente vascular cerebral e ao aumento do risco de doença renal crônica. (32, 33)

 

O potássio ajuda a equilibrar a quantidade de sódio em nossas células e também a relaxar as células de nossas artérias, o que reduz a pressão arterial. E a deficiência de potássio induz consistentemente a retenção de sódio.

 

. Dieta pobre em minerais essenciais - cálcio e magnésio são minerais essenciais na regulação da pressão arterial.

 

Um aumento na ingestão de minerais como potássio, magnésio e cálcio por meios dietéticos, através do aumento do consumo de frutas e vegetais mostra ser eficiente em reduzir a pressão arterial. (34, 35)

 

. O uso de anti-inflamatórios não esteroides (NSAIDs) - o uso de medicamentos vendidos sem prescrição médica para o tratamento de dores, febre e inflamação, como Advil, Motrin, Aleve, Voltarem, Feldene, etc., podem causar o agravamento da hipertensão existente ou desencadear o desenvolvimento da pressão arterial alta.(36, 37)

 

. O uso de medicamentos para tosse, resfriados e descongestionantes – as medicações usadas para tosse e resfriados geralmente contém descongestionantes que causam a elevação da pressão sanguínea e da frequência cardíaca, constringindo todas as nossas artérias e não apenas as do nariz. (38, 39)

 

. O uso de alguns medicamentos prescritos, como os usados ​​após transplantes de órgãos, pílulas anticoncepcionais, antidepressivos, etc., podem causar ou agravar a hipertensão em alguns indivíduos. (40)

 

. O uso de certos suplementos fitoterápicos, como ginseng, alcaçuz, guaraná, efedrina (ma-huang), erva de São João, cohosh azul, etc., podem causar ou agravar a hipertensão arterial. (41)

 

. O uso de drogas ilegais - cocaína, etc., aumenta a pressão arterial. (42)

 

. Gravidez. A gravidez pode agravar a hipertensão existente, ou pode causar o desenvolvimento de pressão alta (hipertensão induzida pela gravidez ou pré-eclâmpsia). (43)

 

. Problemas de tireoide - Quando a glândula tireoide não produz suficientemente hormônios da tireoide (hipotireoidismo), ou produz hormônios da tireoide em excesso (hipertireoidismo), pode ocorrer hipertensão.

 

O hipotireoidismo é reconhecido como causa de hipertensão secundária e o hipertireoidismo aumenta os riscos para vários problemas cardiovasculares, como fibrilação atrial (um ritmo cardíaco irregular), hipertensão, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. (44, 45, 46)

 

. Hiperparatireoidismo - As glândulas paratireoide regulam os níveis de cálcio e fósforo em nosso corpo. Se estas glândulas se tornam hiperativas e secretam hormônio da paratireoides (PTH) em excesso, como consequência, o nível de cálcio no sangue aumenta - o que pode desencadear um aumento na pressão sanguínea em cerca de 22 a 50% dos indivíduos. (47)

 

. Síndrome de Cushing - A síndrome de Cushing, ou hipercortisolismo, ocorre quando o corpo está exposto a altos níveis de cortisol por longos períodos de tempo. E pode ser causada pelo uso de medicação corticosteroide oral ou, também pode ocorrer quando o corpo produz muito cortisol, podendo causar hipertensão secundária, perda óssea e diabetes tipo 2. (48)

 

. Microbiota intestinal - evidências sugerem que a microbiota intestinal (flora intestinal) é fundamental na manutenção da homeostase fisiológica. 

 

E a disbiose na microbiota intestinal está associada à hipertensão. Assim como a diminuição na diversidade da microbiota intestinal, causada principalmente por dietas restritivas, está associada à maioria das doenças crônicas modernas, incluindo a hipertensão. (49, 50)

 

Como você pode concluir, existem muitos outros fatores e condições associados ao aumento do risco de desenvolver hipertensão. 
 

E se você possui um ou vários fatores de risco para hipertensão, lembre-se que mudanças na dieta e estilo de vida são as ferramentas mais poderosas que podem ser usadas para prevenir e reverter não somente o risco da hipertensão, mais também diminuir o risco de desenvolver todas as doenças crônicas modernas.

 

Na parte 4 desta série, vou começar a falar sobre estas mudanças na dieta e no estilo de vida afim de prevenir e reduzir naturalmente a pressão arterial alta (e mantê-la sempre controlada).

 

Vejo você em breve e por favor, deixe seu comentário abaixo.

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